Arte Marcial e Maçonaria
- Bodes do Tatame

- 24 de ago. de 2018
- 2 min de leitura
Alguns podem olhar o título deste artigo e pensar: será que tem realmente algo em comum?

O que uma instituição tão enigmática teria a ver com esportes e/ou atividades que aos olhos de alguns ainda está associado a violência e brutalidade?
Pois bem! Vejamos alguns itens dos quais eu consegui lembrar e somente um iniciado nos dois caminhos será capaz de associar.
Vamos lá então!!!
Primeiramente não sou redator, escritor ou algo que o valha. Mas falo como apaixonado pelas duas Artes: a Marcial e a Real.
Sou praticante de Arte Marcial desde os 4 anos de idade. Passei pelo Judô e Capoeira entre minha infância de adolescência.
Apresentado ao Muay Thai aos 16 anos e após muita insistência, iniciado no Jiu-jitsu já aos 30 anos de idade.
Sou apreciador da verdadeira filosofia da Arte Marcial e desta forma, impossível não compará-la a filosofia maçônica.

Lançando apenas a minha visão e tomando o devido cuidado em não expor nossos trabalhos em Loja, vamos traçar um perfil deste comparativo.
Lembro que estamos falando das Artes Marciais como um todo e não de uma específica e tomando como principal o conceito filosófico e respeitando as particularidades de cada modalidade.
- A primeira semelhança se observa com relação a busca de um aprimoramento pessoal e a harmonização através de conhecimentos e técnicas estudadas junto a pessoas com mais experiência, conhecimento e vivência dentro destes mesmos objetivos.
- Existe toda uma egrégora e sintonia para que os trabalhos se executem da forma correta. E porque não dizer: Justa e Perfeita?
- Hoje o conceito de Arte Marcial tem outro foco. Porém nas antigas e tradicionais escolas, só eram recebidos para treinar, pessoas de boa índole, ideais semelhantes e indicado por um aluno antigo.
- Não se pratica qualquer Arte Marcial sem a devida vestimenta. Na Arte Marcial, o “uniforme” é o símbolo do trabalho. Te lembra alguma coisa?
- Existe uma ritualística para entrada e saída do Dojo (tatame). Só se entra após uma autorização reverência e em alguns caso o acesso segundo a ordem hierárquica de graduação assim como a saída.
- Para tudo, existe o momento correto. Cada coisa a seu tempo e em seu devido lugar.
- Toda estrutura dos treinos é focada em concentrar-se e vencer a si mesmo. O único adversário é nosso Ego e a nós, cabe doma-lo e atingir o nível onde não seja necessário o uso da força. A razão agindo sobre a emoção.
- A ascensão se dá através de Graus e muito estudo e prática. Um passo de cada vez, cada movimento e cada etapa em seu grau específico. Sempre preenchendo as cores de sua faixa através de suas obras onde a paciência será uma das suas maiores instrutoras.

- E ao atingir o Grau máximo em sua modalidade? Se descobre que por mais que tenha trilhado todos os degraus da escada, sempre existe um aprendizado a absorver de um faixa branca, sedento pela própria lapidação.
Tirei como base para este texto, apenas no caráter filosófico, como já citado. Sem contarmos as semelhanças estruturais e todas as coisas a que remetem, entre elas, a interferência de organizações irregulares. Onde se prega o comércio e não o estudo. Mas isso daria assunto para mais um longo texto.
Um cordial abraço aos IIr. de colunas e de Dojo.
TFA.'.
GUSTAVO - BODES DO TATAME



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